“agora eu sei, viver no escuro”*

By Aline

As vezes acordo no escuro. Todos sabem que odeio escuro. Uso todos artefatos que brilham quando a luz se vai. No meio da noite acordo assustada. Não aos berros, não aos prantos. Simplesmente assustada e mergulhada na escuridão, quebrada apenas pelas estrelinhas no teto e os corações na cama. Abraço forte o Elvis, olho o celular. Mas nada tira a angústia de acordar assim.

Tem dias que eu preferiria tomar um remédio e acordar dias, semanas ou até meses depois. Acho que todo mundo já teve essa vontade. Voltar a trabalhar depois de um dia de folga é cruel. Principalmente numa cidade pequena em que a maioria esticou a folga. Não passa carro na rua, não tem escola aberta e os ônibus são raros.

Percebe-se que meu humor hoje não está dos mais contagiantes, portanto melhor se afastar. Dizem que é contagioso. Deve ser. Não quero experimentar.

Machuquei meu dedo no limpador do carro de forma estúpida. Cortou, tá doendo e ficou cheio de graxa. Tem manhãs que sou patética. E essas coisas acontecem aos trios, como hoje: 1) caiu pasta de dentes na minha manga; 2) derrubei as chaves do carro e chutei elas na chuva; 3) tranquei meu dedo no limpador de carro. É uma sequência de eventos memoráveis para uma única pessoa.

Devo ter colocado a calcinha do avesso pra ter um dia virado assim, só pode. Como disse uns posts atrás, vou atribuir tudo ao meu inferno astral. Portanto o dia de hoje é típico desse momento.

*o título do post é parte de uma música dos Engenheiros do Hawaii chamada “ilex paraguariensis“, a letra aqui.

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2 Respostas para ““agora eu sei, viver no escuro”*”

  1. Ana Disse:

    Sorria porque te amo!!!!!

    Conhece a teoria do “dedinho na quina da cama”…. foi isso que aconteceu!!

    Te amo d+

  2. Mariana Disse:

    Oi, cunhada linda…parece que a gente combina essas coisas! rs…saiba que te gosto

    xêro nos zoi.

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