Nada do que vem abaixo é meu, quem dera fosse. Hoje acordei com vontade de Quintana. Então, que seja feita minha vontade.
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Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
Mario Quintana – A Cor do Invisível
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Não te irrites, por mais que te fizerem…
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio…
Mario Quintana – Espelho Mágico
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Sempre que chove
Tudo faz tanto tempo…
E qualquer poema que acaso eu escreva
Vem sempre datado de 1779!
Mario Quintana – Preparativos de Viagem
≈
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo…
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana
Tags: quintana
Maio 21, 2008 às 1:04 pm |
Olá, Line…
tudo bem, linda? Ñ esqueci de vc, ok? Essa semana tá meio corrida por causa do feriado, aí temos que correr. Saudades, linda
Te deixarei bem acompanha….afinal nada melhor que a companhia de Mário Quintana
bjo, jubi!
Maio 21, 2008 às 4:40 pm |
Também dele, não sei se tem a ver.. mas eu gosto muito e não é só por causa do nome do livro:
“Seja um poema, uma tela ou o que for, não procure ser diferente. O segredo único está em ser indiferente.” (In: A Vaca e o Hipogrifo).