“Angústia, saudade e afins, e procuro minha paz
procuro algumas razões
pois pelas tuas me toma a angústia.
…que seja feita a tua vontade.
Plenitude da minha verdade.
Reflexo da tua incompreensão.
Recuso-me a olhar no espelho e não me ver humano,
sou mais que um simples adorno,
minha paz, roubastes em vão.
A maior presença
nossa consciência
que eu passe outras décadas a cultivar
o que entre nós existiu,
apesar da tua falta
da tua indiferença
desnecessária,
buscarei minha paz…
Julgo entregue a tua.
Amei dizer ‘eu te amo’
em todas as vezes em que disse
olhando perto e dentro
sentindo a alma da mulher que amo
num evento, no universo, meu amor existe só…
como semente que não germina
no tempo se fará consumir
lágrima irrigando solo infértil
dor na história, em seu fim
sentença injusta sobre um amar em vão.
mas eu amei dizer ‘eu te amo’
em todas as vezes em que disse.”
(do livro Um tipo de poesia – Penachi)

Fevereiro 24, 2009 às 11:30 am |
“minha paz, roubastes em vão.” uau
Fevereiro 24, 2009 às 4:06 pm |
“A maior parte da nossa vida é uma série de imagens. Elas passam pela gente como cidades numa estrada, mas algumas vezes, um momento se congela, e algo acontece. E nós sabemos que esse instante é mais do que uma imagem. Sabemos que esse momento, e todas as partes dele irão viver para sempre.”